Quadragesima XXXVIII

Tempus Passionis
Hebdomada I feria sexta
As Sete Dores da Virgem
Albrecht Dürer (c.1496)

O Terço das Sete Dores da Virgem Maria
D- Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
R- Amém!
D- Nós vos louvamos, Senhor, e vos bendizemos!
R- Porque associastes a Virgem Maria à obra da salvação.
D- Nós contemplamos vossas Dores, ó mãe de Deus!
R- E vos seguimos no caminho da fé!
Oração Inicial.  Virgem Dolorosíssima, seríamos ingratos se não nos esforçássemos em promover a memória e o culto de vossas Dores particulares graças para uma sincera penitência, oportunos auxílios e socorros em todas as necessidades e perigos. Alcançai-nos Senhora, de Vosso Divino Filho, pelos mérito de Vossas Dores e lágrimas, a graça...(pedir a graça).
 1ª Dor - Profecia de Simeão
 Simeão os abençoou e disse a Maria, sua mãe: Eis que este menino está destinado a ser ocasião de queda e elevação de muitos em Israel e sinal de contradição. Quanto a ti, uma espada te transpassará a alma (Lc 2,34-35). 
 1 Pai Nosso; 7 Ave Marias 
 2ª Dor - Fuga para o Egito 
 O anjo do Senhor apareceu em sonho a José e disse: Levanta, toma o menino e a mãe, foge para o Egito e fica lá até que te avise. Pois Herodes vai procurar o menino para matá-lo. Levantando-se, José tomou o menino e a mãe, e partiu para o Egito (Mt 2,13-14).
 1 Pai Nosso; 7 Ave Marias 
3ª Dor - Maria procura Jesus em Jerusalém
Acabados os dias da festa da Páscoa, quando voltaram, o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que os pais o percebessem. Pensando que estivesse na caravana, andaram o caminho de um dia e o procuraram entre parentes e conhecidos. E, não o achando, voltaram a Jerusalém à procura dele (Lc 2,43b-45).
 1 Pai Nosso; 7 Ave Marias 
4ª Dor - Jesus encontra a Sua Mãe no caminho do Calvário
Ao conduzir Jesus, lançaram mão de um certo Simão de Cirene, que vinha do campo, e o encarregaram de levar a cruz atrás de Jesus. Seguia-o grande multidão de povo e de mulheres que batiam no peito e o lamentavam (Lc 23,26-27).
 1 Pai Nosso; 7 Ave Marias 
5ª Dor - Maria ao pé da Cruz de Jesus
Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Vendo a Mãe e, perto dela, o discípulo a quem amava, disse Jesus para a mãe: Mulher, eis aí o teu filho! Depois disse para o discípulo: Eis aí a tua Mãe! (Jo 19,15-27a).
 1 Pai Nosso; 7 Ave Marias 
6ª Dor - Maria recebe Jesus descido da Cruz
Chegada a tarde, porque era o dia da Preparação, isto é, a véspera de sábado, veio José de Arimatéia, entrou decidido na casa de Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Pilatos, então, deu o cadáver a José, que retirou o corpo da cruz (Mc 15,42).
 1 Pai Nosso; 7 Ave Marias 
7ª Dor - Maria deposita Jesus no Sepulcro
Os discípulos tiraram o corpo de Jesus e envolveram em faixas de linho com aromas, conforme é o costume de sepultar dos judeus. Havia perto do local, onde fora crucificado, um jardim, e no jardim um sepulcro novo onde ninguém ainda fora depositado. Foi ali que puseram Jesus (Jo 19,40-42a).
 1 Pai Nosso; 7 Ave Marias 
Oremos. Senhor Jesus Cristo, vos rogamos que a Santíssima Virgem Maria, Vossa Mãe, cuja alma sacratíssima foi trespassada pela espada da dor na hora de Vossa Paixão, apele por nós junto à Vossa clemência, agora e na hora de nossa morte.  Por Vós, Jesus Cristo, Salvador do Mundo, que com o Pai e o Espírito Santo viveis e reinais pelos séculos e séculos. Amém. 
Oremus. Interveniat pro nobis, quaesumus, Domine Iesu Christe nunc et in hora mortis nostrae apud tuam clementiam Beata Virgo Maria Mater tua, cuius sacratissimam animam in hora tuae Passionis doloris gladius pertransivit. Per te, Iesu Christe, Salvator mundi, qui cum Patre et Spiritu Sancto vivis et regnas per omnia saecula saeculorum. Amen.

Quadragesima XXXVII

 

Tempus Passionis
Hebdomada I feria quinta
Cristo carregando a Cruz
Sebastiano del Piombo (1535-40)

Via Crucis
Santo Afonso Ligório (1787)

Terceira estação:
Jesus cai pela primeira vez.
V. Te adoramos, Cristo, e te bendizemos. 
R. Porque com vossa Santa Cruz redimistes ao mundo. 
Considera esta primeira queda de Jesus debaixo da Cruz. Suas carnes estavam despedaçadas pelos açoites; sua cabeça coroada de espinhos, e havia já derramado muito sangue, pelo qual estava tão frágil, que apenas podia caminhar; levava ao mesmo tempo aquele enorme peso sobre seus ombros e os soldados lhe empurravam; de modo que muitas vezes desfaleceu e caiu neste caminho.
Amado Jesus meu: mais que o peso da Cruz, são meus pecados os que Vos fazem sofrer tantas penas.  Pelos méritos desta primeira queda, livrai-me de cair em pecado mortal.  Amo-vos, Oh! Jesus meu mais que a mim mesmo, e me arrependo de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez;  Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.
Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai.
Amado Jesus meu,
Que por mim ides à morte, 
Deixai-me seguir vossos passos, 
E convosco poder morrer
.
Statio III
Iesus procumbit primum sub onere crucis
V. Adoramus te, Christe, et benedicimus tibi.
R. Quia per sanctam crucem tuam redemisti mundum.
Considera primum hunc Iesu Christi sub cruce lapsum. Habebat carnem ex saeva flagellatione multifarie sauciam, caput redimitum spinarum corona: profuderat insuper cruorem in tanta copia, ut vix pedem prae virium defectione, movere posset. Et quoniam gravi crucis onere premebatur, et immisericorditer a militibus propellebatur, accidit ut pluries inter eundum humi procumberet.
O mi Iesu, non est onus crucis, sed peccatorum meorum pondus, quod tantis te afficit doloribus. Rogo te, per primum hunc tuum lapsum, ut ab omni in peccatum me lapsu tuearis. Amo te, o Iesu, ex toto corde meo; paenitet me quod tibi displicui. Ne sinas me iterum in peccatum prolabi. Da mihi perpetuum amorem tui, et dein fac de me quidquid tibi placuerit.
Pater, Ave, Gloria.
Tu, caritatis victima,
Petis, Redemptor, Golgotham;
Tuis inhaerens gressibus,
Tecum peropto commori.


Quarta estação:
Encontro de Jesus com Sua Mãe Santíssima.
V. Te adoramos, Cristo, e te bendizemos. 
R. Porque com vossa Santa Cruz redimistes ao mundo. 
Considera o encontro do Filho com sua Mãe neste caminho.  Se olharam mutuamente Jesus e Maria, e seus olhares foram outras tantas flechas que traspassaram seus amantes corações.
Amantíssimo Jesus meu: pela pena que experimentastes neste encontro, concedei-me a graça de ser verdadeiro devoto de vossa Santíssima Mãe. 
E Vós, minha aflita Rainha, que fostes abrumada de dor, alcançai-me com vossa intercessão uma continua e amorosa memória da Paixão de vosso Filho. 
Amo-vos, Oh! Jesus meu mais que a mim mesmo, e me arrependo de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez; 
Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém. 
Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai.
Amado Jesus meu,
Que por mim ides à morte, 
Deixai-me seguir vossos passos, 
E convosco poder morrer.
Statio IV
Iesus fit perdolenti Matri obvius
V. Adoramus te, Christe, et benedicimus tibi.
R. Quia per sanctam crucem tuam redemisti mundum.
Considera qualis fuerit, in hac via, Filii et Matris occursus. Iesus et Maria se mutuo aspexerunt, mutuique eorum aspectus, fuerunt totidem sagittae, quibus amantia eorum pectora transverberabantur.
AMANTISSIME Iesu, per acerbum dolorem, quem in hoc occursu expertus es, redde me, precor, sanctissimae Matri tuae vere devotum. Tu vero, perdolens mea Regina, intercede pro me, et obtine mihi talem cruciatum Filii tui memoriam, ut mens mea in pia illorum contemplatione perpetuo detineatur. Amo te, o Iesu, mi Amor; paenitet me quod tibi displicui. Ne sinas me iterum in te peccare. Da mihi perpetuum amorem tui, et dein fac de me quidquid tibi placuerit. 
Pater, Ave, Gloria.
Tu, caritatis victima,
Petis, Redemptor, Golgotham;
Tuis inhaerens gressibus,
Tecum peropto commori.


Cristo a caminho do Calvário
Andrea di Bartolo (1415-20)

Quadragesima XXXVI

 

Tempus Passionis
Hebdomada I feria quarta
Ecce Homo!
Guido Reni (1639-40)

Via Crucis
Santo Afonso Ligório (1787)

Senhor meu Jesus Cristo, Vós percorrestes com tão grande amor este caminho para morrer por mim, e eu vos tenho ofendido tantas vezes apartando me de Vós pelo pecado; Mas agora vos amo com todo meu coração, e porque vos amo, me arrependo sinceramente de todas as ofensas que vos tenho feito. Perdoai-me, Senhor, e permite me que vos acompanhe nesta viagem.  Vais morrer por meu amor, pois eu também quero viver e morrer pelo vosso, amado Redentor meu.  Sim, Jesus meu, quero viver sempre e morrer unido a Vós. 
Primeira estação:
Jesus é condenado à morte.
V. Te adoramos, Cristo, e te bendizemos. 
R. Porque com vossa Santa Cruz redimistes ao mundo. 
Considera como Jesus, depois de haver sido açoitado e coroado de espinhos, foi injustamente sentenciado por Pilatos a morrer crucificado. 
(Aqui se faz uma pequena pausa para considerar brevemente o mistério; o mesmo nas demais estações. )
Adorado Jesus meu: meus pecados foram maiores dos que de Pilatos, dos que vos sentenciaram a morte. 
Pelos méritos deste doloroso passo, vos suplico me assistais no caminho que vai recorrendo minha alma para a eternidade. 
Amo-vos, Oh! Jesus meu mais que a mim mesmo, e me arrependo de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez; 
Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém. 
Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai.
Amado Jesus meu,
Que por mim ides à morte, 
Deixai-me seguir vossos passos, 
E convosco poder morrer.
Domine Iesu Christe, tu tam amanter hanc viam ingressus es, ut mortem pro me obires; ego vero multoties eo deveni, ut te contemnerem. Nunc autem ex tota anima mea amo te, et quia te amo, paenitet me ex intimo corde quod tibi displicui. Ignosce mihi, et patere ut in hac via me tibi comitem adiungam. Tu, amore mei ductus, pergis ad locum ubi pro me moriturus es, et ego vicissim, tui amore ductus, desidero te comitari, ut una tecum, amantissime Redemptor, moriar. O mi Iesu, volo coniunctim tecum et vivere et mori.
Statio I
Iesus condemnatur ad mortem
V. Adoramus te, Christe, et benedicimus tibi.
R. Quia per sanctam crucem tuam redemisti mundum.
Considera quomodo Iesus Christus, iam flagellatus et spinis coronatus, iniuste tandem a Pilato ad mortem crucis condemnetur.
O adorande Iesu, non Pilatus, sed iniqua mea vita te ad mortem condemnavit. Per meritum laboriosissimi huius itineris, quod ad Calvariae montem instituis, precor te, ut me semper in via, qua anima mea in aeternitatem tendit, benigne comiteris. Amo te, o Iesu, mi Amor, magis quam meipsum, et ex intimo corde paenitet me quod tibi displicui. Ne sinas me iterum a te separari. Da mihi perpetuum amorem tui, et dein fac de me quidquid tibi placuerit. Quod tibi placitum est, hoc idem mihi est acceptum.
Pater, Ave, Gloria.
Tu, caritatis victima,
Petis, Redemptor, Golgotham;
Tuis inhaerens gressibus,
Tecum peropto commori.

Segunda estação:
Jesus levando a cruz às costas.
V. Te adoramos, Cristo, e te bendizemos. 
R. Porque com vossa Santa Cruz redimistes ao mundo. 
Considera como Jesus, andando neste caminho com a cruz a costas, ia pensando em Vós e oferecendo a seu Pai por vossa salvação a morte que ia padecer. 
Cristo Carrega a Cruz
Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho  (1796-99)
Amabilíssimo Jesus meu: abraço todas as tribulações que me tens destinadas até a morte, e vos rogo, pelos méritos da pena que sofrestes levando vossa Cruz, me deis força para levar a minha com perfeita paciência e resignação . 
Amo-vos, Oh! Jesus meu mais que a mim mesmo, e me arrependo de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez; 
Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém. 
Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai.
Amado Jesus meu,
Que por mim ides à morte, 
Deixai-me seguir vossos passos, 
E convosco poder morrer.


Statio II
Iesus oneratur ligno crucis
V. Adoramus te, Christe, et benedicimus tibi.
R. Quia per sanctam crucem tuam redemisti mundum.
Considera quomodo Iesus Christus, portans humeris crucem, fuerit inter eundum, memor tui, offerendo pro te aeterno Patri mortem, quam erat obiturus.
AMABILISSIME Iesu, amplector omnes res adversas, quas mihi usque ad obitum tolerandas praefixisti, et, per durum illum, quem in portanda tua cruce pertulisti, laborem, precor te, ut vires mihi subministres, quibus ego quoque crucem meam, aequo ac patienti animo, portare valeam. Amo te, o Iesu, mi Amor, paenitet me quod tibi displicui. Ne sinas me iterum separari a te. Da mihi perpetuum amorem tui, et dein fac de me quidquid tibi placuerit.
Pater, Ave, Gloria.
Tu, caritatis victima,
Petis, Redemptor, Golgotham;
Tuis inhaerens gressibus,
Tecum peropto commori
.

Quadragesima XXXV


Tempus Passionis
Hebdomada I feria tertia
Altar principal do Mosteiro de Miraflores, Burgos
Gil de Siloe (1496-99)
Ato de Reparação ao Sagrado Coração de Jesus
Dulcíssimo Jesus, cuja infinita caridade para com os homens é deles tão ingratamente correspondida com esquecimentos, friezas e desprezos, eis-nos aqui prostrados, diante do vosso altar, para vos desagravarmos, com especiais homenagens, da insensibilidade tão insensata e das nefandas injúrias com que é de toda parte alvejado o vosso dulcíssimo Coração. 
Reconhecendo, porém, com a mais profunda dor, que também nós, mais de uma vez, cometemos as mesmas indignidades, para nós, em primeiro lugar, imploramos a vossa misericórdia, prontos a expiar não soh! as próprias culpas, senão também as daqueles que, errando longe do caminho da salvação, ou se obstinam na sua infidelidade, não vos querendo como pastor e guia, ou, conculcando as promessas do batismo, sacudiram o suavíssimo jugo da vossa santa Lei. 
De todos estes tão deploráveis crimes, Senhor, queremos nós hoje desagravar-vos, mas particularmente da licenças dos costumes e imodéstias do vestido, de tantos laços de corrupção armados à inocência, da violação dos dias santificados, das execrandas blasfêmias contra vós e vossos santos, dos insultos ao vosso vigário e a todo o vosso clero, do desprezo e das horrendas e sacrílegas profanações do Sacramento do divino Amor, e enfim, dos atentados e rebeldias oficiais das nações contra os direitos e o magistério da vossa Igreja.
Oh, se pudéssemos lavar com o próprio sangue tantas iniqüidades!
Entretanto, para reparar a honra divina ultrajada, vos oferecemos, juntamente com os merecimentos da Virgem Mãe, de todos os santos e almas piedosas, aquela infinita satisfação que vós oferecestes ao Eterno Pai sobre a cruz, e que não cessais de renovar todos os dias sobre os nossos altares. 
Ajudai-nos, Senhor, com o auxílio da vossa graça, para que possamos, como é nosso firme propósito, com a viveza da fé, com a pureza dos costumes, com a fiel observância da lei e caridade evangélicas, reparar todos os pecados cometidos por nós e por nossos próximos, impedir por todos os meios novas injúrias à vossa divina Majestade e atrair ao vosso serviço o maior número de almas possível. 
Recebei, oh! benigníssimo Jesus, pelas mãos de Maria Santíssima Reparadora, a espontânea homenagem deste nosso desagravo, e concedei-nos a grande graça de perseverarmos constantes até a morte no fiel cumprimento dos nossos deveres e no vosso santo serviço, para que possamos chegar todos à Pátria bem-aventurada, onde vós, com o Pai e o Espírito Santo, viveis e reinais, Deus, por todos os séculos dos séculos. Assim seja.

Actus Reparationis
Iesu dulcissime, cuius effusa in homines caritas, tanta oblivione, negligentia, comtemptione, ingratissime rependitur, en nos, ante altaria tua provoluti, tam nefariam hominum socordiam iniuriasque, quibus undique amantissimum Cor tuum afficitur, peculiari honore resarcire contendimus.
Attamen, memores tantae nos quoque indignitatis non expertes aliquando fuisse, indeque vehementissimo dolore commoti, tuam in primis misericordiam nobis imploramus, paratis, voluntaria expiatione compensare flagitia non modo quae ipsi patravimus, sed etiam illorum, qui, longe a salutis via aberrantes, vel te pastorem ducemque sectari detrectant, in sua infidelitate obstinati, vel baptismatis promissa conculcantes, suavissimum tuae legis iugum excusserunt.
Quae deploranda crimina, cum universa expiare contendimus, tum nobis singula resarcienda proponimus: vitae cultusque immodestiam atque turpitudines, tot corruptelae pedicas innocentium animis instructas, dies festos violatos, exsecranda in te tuosque Sanctos iactata maledicta atque in tuum Vicarium ordinemque sacerdotalem convicia irrogata, ipsum denique amoris divini Sacramentum, vel neglectum vel horrendis sacrilegiis profanatum, publica postremo nationum delicta, quae Ecclesiae a te institutae iuribus magisterioque reluctantur.
Quae utinam crimina sanguine ipsi nostro eluere possemus!
Interea ad violatum divinum honorem resarciendum, quam Tu olim Patri in Cruce satisfactionem obtulisti quamque quotidie in altaribus renovare pergis, hanc eamdem nos tibi praestamus, cum Virginis Matris, omnium Sanctorum, piorum quoque fidelium expiationibus coniunctam, ex animo spondentes, cum praeterita nostra aliorumque peccata ac tanti amoris incuriam firma fide, candidis vitae moribus, perfecta legis evangelicae, caritatis potissimum, observantia, quantum in nobis erit, gratia tua favente, nos esse compensaturos, tum iniurias tibi inferendas pro viribus prohibituros, et quam plurimos potuerimus ad tui sequelam convocaturos. Excipias, quaesumus, benignissime Iesu, beata Virgine Maria Reparatrice intercedente, voluntarium huius expiationis obsequium nosque in officio tuique servito fidissimos ad mortem usque velis, magno illo perseverantiae munere, continere, ut ad illam tandem patriam perveniamus omnes, ubi Tu cum Patre et Spiritu Sancto vivis et regnas in saecula saeculorum. Amen. 

Quadragesima XXXIV

 

Tempus Passionis
Hebdomada I feria secunda

A Santa Família sob o Carvalho
Raffaello Sanzio (1518)

Oração a São José 
(rezada depois do Santo Rosário) 

vós, São José, recorremos em nossa tribulação, e depois de termos implorado o auxílio de vossa Santíssima Esposa e cheios de confiança, solicitamos também o vosso patrocínio. Por esse laço sagrado de caridade que vos uniu à Virgem Imaculada, Mãe de Deus, e pelo amor paternal que tivestes ao Menino Jesus, ardentemente vos suplicamos que lanceis um olhar benigno sobre a herança que Jesus Cristo conquistou com Seu Sangue, e nos socorrais nas nossas necessidades com o vosso auxílio e poder. Protegei, ó guarda providente da Sagrada Família, o povo eleito de Jesus Cristo. Afastai para longe de nós, ó Pai Amantíssimo, a peste, o erro e o vício que aflige o mundo. Assisti-nos do alto do Céu, ó nosso Fortíssimo Sustentáculo, na luta contra o poder das trevas, e assim, como outrora salvastes da morte a vida ameaçada do Menino Jesus, defendei também agora a Santa Igreja de Deus, conta as ciladas dos seus inimigos e contra toda a adversidade. Amparai a cada um de nós com o vosso constante patrocínio, a fim de que, a vosso exemplo e sustentados com o vosso auxílio, possamos viver virtuosamente, piedosamente morrer e obter no Céu a eterna bem-aventurança. Amém.

 

São José, rogai por nós. Amém.

 

 

Ad Te Beate Joseph 

   Ad te beate Ioseph, in tribulatione nostra confugimus, atque, implorato Sponsae tuae sanctissimae auxilio, patrocinium quoque tuum fidenter exposcimus. Per eam, quaesumus quae te cum immaculata Virgine Dei Genetrice coniunxit, caritatem, perque paternum, quo Puerum Iesum amplexus es, amorem, supplices deprecamur, ut ad hereditatem, quam Iesus Christus acquisivit Sanguine suo, benignus respicias, ac necessitatibus nostris tua virtute et ope succurras. Tuere, o Custos providentissime divinae Familiae, Iesu Christi subolem electam; prohibe a nobis, amantissime Pater, omnem errorum ac corruptelarum luem; propitius nobis, sospitator noster fortissime, in hoc cum potestate tenebrarum certamine e caelo adesto; et sicut olim Puerum Iesum e summo eripuisti vitae discrimine, ita nunc Ecclesiam sanctam Dei ab hostilibus insidiis atque ab omni adversitate defende: nosque singulos perpetuo tege patrocinio, ut ad tui exemplar et ope tua suffulti, sancte vivere, pie emori, sempiternamque in caelis beatitudinem assequi possimus. Amen.

Quadragesima XXXIII

 

Tempus Passionis
Dominica I Passionis – Judica me
Crucificação e cenas da vida de Cristo – Santa Maria degli Angeli, Lugano
 Bernardino Luini (1529)
Oração de Santo Ambrósio (340-397)

para antes da Comunhão
Senhor Jesus Cristo, eu, pecador, não presumindo dos meus próprios méritos, mas confiando na vossa bondade e misericórdia, temo entretanto e hesito em aproximar-me da mesa do vosso doce convívio. Pois meu corpo e meu coração estão manchados por muitas faltas, e não guardei com cuidado o meu espírito e a minha língua. Por isso, ó bondade divina e temível majestade, na minha miséria recorro a Vós, fonte de misericórdia; corro para junto de Vós a fim de ser curado, refugio-me na vossa proteção, anseio ter como Salvador Aquele que não posso suportar como Juiz. Senhor, eu Vos mostro as minhas chagas e Vos revelo a minha vergonha. Sei que os meus pecados são muitos e grandes, e temo por causa deles, mas espero na vossa infinita misericórdia. Olhai-me, pois, com os vossos olhos misericordiosos, Senhor Jesus Cristo, Rei eterno, Deus e homem, crucificado por causa do homem. Escutai-me, pois espero em Vós; tende piedade de mim, cheio de misérias e pecados, Vós que jamais deixareis de ser para nós fonte de compaixão. Salve, Vítima salvadora, oferecida no patíbulo da Cruz por mim e por todos os homens. Salve, nobre e precioso Sangue, que brotas das chagas do meu Senhor Jesus Cristo crucificado e lavas os pecados do mundo inteiro. Lembrai-Vos, Senhor, da vossa criatura resgatada por vosso Sangue. Arrependo-me de ter pecado, desejo reparar o que fiz. Livrai-me, ó Pai clementíssimo, de todas as minhas iniqüidades e pecados, para que, inteiramente purificado, mereça participar dos Santos Mistérios. E concedei que o vosso Corpo e o vosso Sangue, que eu, embora indigno, me preparo para receber, sejam perdão para os meus pecados e completa purificação de minhas faltas. Que eles afastem de mim os maus pensamentos e despertem os bons sentimentos; tornem eficazes as obras que Vos agradam, e protejam meu corpo e minha alma contra as ciladas dos meus inimigos.  Amém.

Oratio Sancti  Ambrosius (340-397)
ante Communionem
AD MENSAM dulcissimi convivii tui, pie Domine Iesu Christe, ego peccator de propriis meis meritis nihil praesumens, sed de tua confidens misericordia et bonitate, accedere vereor et contremisco. Nam cor et corpus habeo multis criminibus maculatum, mentem et linguam non caute custoditam. Ergo, o pia Deitas, o tremenda maiestas, ego miser, inter angustias deprehensus, ad te fontem misericordiae recurro, ad te festino sanandus, sub tuam protectionem fugio; et quem Iudicem sustinere nequeo, Salvatorem habere suspiro. Tibi, Domine, plagas meas ostendo, tibi verecundiam meam detego. Scio peccata mea multa et magna, pro quibus timeo; spero in misericordias tuas, quarum non est numerus. 
RESPICE ergo in me oculis misericordiae tuae, Domine, Iesu Christe, Rex aeterna, Deus et homo, crucifixus propter hominem. Exaudi me sperantem in te; miserere mei pleni miseriis et peccatis, tu qui fontem miserationis numquam manare cessabis.
SALVE, salutaris victima, pro me et omnia humano genere in patibulo Crucis oblata. Salve, nobilis, et pretiose sanguis, de vulneribus crucifixi Domini mei Iesu Christi profluens, et peccata totus mundi abluens.
RECORDARE, Domine, creaturae tuae, quam tuo Sanguine redemisti. Paenitet me peccasse, cupio emendare quod feci. Aufer ergo a me, clementissime Pater, omnes iniquitates et peccata mea; ut, purificatus mente et corpore, digne degustare merear Sancta sanctorum. Et concede, ut haec sancta praelibatio Corporis et Sanguinis tui, quam ego indignus sumere intendo, sit peccatorum meorum remissio, sit delictorum perfecta purgatio, sit turpium cogitationem effugatio ac bonorum sensuum regeneratio, operumque tibi placentium salubris efficacia, animae quoque et corporis contra inimicorum meorum insidias firmissima tuitio. Amen.
 
Intróito da Santa Missa do Domingo da Paixão

J

údica me, Deus, et discérne causam meam de gente non sancta: ab hómine iníquo, et dolóso éripe me: quia tu es Deus meus, et fortitúdo mea. Ps. Emítte lucem tuam, et veritátem tuam: ipsa me deduxérunt, et adduxérunt in montem sanctum tuum, et in tabernácula tua. Júdica

F

azei-me justiça, Senhor, e apoiai a minha causa contra um povo infiel: Livrai-me do homem perverso e enganador, já que sois o meu Deus e a minha fortaleza. Sl. Enviai, Senhor, lá do Céu, a vossa luz e a vossa verdade, para que me conduzam ao vosso monte santo, e à vossa morada. Fazei-me justiça, Senhor
 




Quadragesima XXXII

 

Tempus quadragesimæ
Hebdomada IV 
sabbato
Coronation of the Most Holy Virgin
Fra Angelico (1434-35)
Ave Regina Caelorum

  
Ave, Rainha do céu;
Ave, dos anjos Senhora;
Ave, raiz, ave, porta;
Da luz do mundo és aurora.
Ave, Regina caelorum,
Ave, Domina Angelorum:
Salve, radix, salve, porta,
Ex qua mundo lux est orta:
Exulta, ó Virgem tão bela,
As outras seguem-te após;
Nós te saudamos: adeus!
E pede a Cristo por nós!
Gaude, Virgo gloriosa,
Super omnes speciosa,
Vale, o valde decora,
Et pro nobis Christum exora.

V. Dignai-vos aceitar, Santíssima Virgem, os meus louvores.
R. E dai-me coragem para combater os vossos inimigos.
V. Dignare me laudare te, Virgo sacrata.
R. Da mihi virtutem contra hostes tuos.

Oremos
Concedei, Senhor, à nossa fraqueza, o socorro da Vossa misericórdia e fazei que, celebrando a memória da Santa Mãe de Deus, nos levantemos com o auxílio d’Ela do abismo das nossas culpas. Pelo mesmo Cristo Nosso Senhor. Amém.
Oremus
Concede, misericors Deus, fragilitati nostrae praesidium; ut, qui sanctae Dei Genetricis memoriam agimus; intercessionis eius auxilio, a nostris iniquitatibus resurgamus. Per eundem Christum Dominum nostrum. Amen.

Quadragesima XXXI

 

Tempus quadragesimæ
Hebdomada IV feria sexta
Crucificação
Andrea da Firenze (1370-77)

Ato de Fé

Eu creio firmemente que há um só Deus, em três pessoas realmente distintas, Pai, Filho e Espírito Santo, que dá o céu aos bons e o inferno aos maus, para sempre. Creio que o Filho de Deus se fez homem, padeceu e morreu na cruz para nos salvar, e que ao terceiro dia ressuscitou. Creio tudo o mais que crê e ensina a Santa Igreja Católica, Apostólica, Romana, porque Deus, verdade infalível, lho revelou. E nesta crença quero viver e morrer.

 

Ato de Esperança

Eu espero, meu Deus, com firme confiança, que pelos merecimentos de meu Senhor Jesus Cristo me dareis a salvação eterna e as graças necessárias para consegui-la, porque vós, sumamente bom e poderoso, o haveis prometido a quem observar fielmente os vossos mandamentos, como eu proponho fazer com o vosso auxílio.

 

Ato de Caridade

Eu vos amo, meu Deus, de todo o meu coração e sobre todas as coisas, porque sois infinitamente bom e amável, e antes quero perder tudo do que vos ofender. Por amor de vós, amo meu próximo como a mim mesmo.

 

Ato de Contrição

Meu Deus, eu me arrependo de todo o coração de vos ter ofendido, porque sois tão bom e amável. Prometo, com a vossa graça, esforçar-me para ser bom. Meu Jesus, misericórdia!

Dominica Ressurrectionis

Ressuscitou! Gustavo Corção Ressurreição de Cristo , Paolo Veronese,  1 570           N ão há em todo o ano litúrgico, que é o vôo circular ...

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