Dominica Ressurrectionis


Ressuscitou!
Gustavo Corção


Ressurreição de Cristo, Paolo Veronese, 1570
         Não há em todo o ano litúrgico, que é o vôo circular em que a Igreja contempla amorosamente os mistérios de Cristo, momento mais jubiloso e mais belo em que, antes de acender o Círio Pascal, o Diácono canta o “Exultet Jam Angélica Turba Caelorum...” que é, sem dúvida alguma, o maior primor que os homens, com inspiração divina e engenho próprio jamais lograram compor em toda a história do cristianismo e do mundo. Quem já adulto, e já doloridamente vivido, teve a felicidade de ouvi-lo pela primeira vez no esplendor do Movimento Litúrgico, pôde apreciar, nessa adamantina condensação, todo o apuro, todo o requinte de infinito bom-gosto que a Igreja, ex abundantia operis, trouxe à civilização, e até hoje guarda a lembrança do estremecimento da alegria que nessa noite sentiu como antecipação de todas as promessas de Deus:
         O vere beata nox, quae sola meruit scire tempus et horam in qua Christus ab inferis ressurrexit! – Ó bem-aventurada noite, única que mereceu conhecer o dia e a hora em que Cristo ressuscitou dos mortos. 
            Inebriada de alegria a Igreja delira, e chega à amorosa inconveniência, à desmedida loucura de cantar:
         O certe necessarium Adae peccatum... O felix culpa... – Ó necessário pecado de Adão...Ó culpa feliz.
         E depois, agora mais senhora de si, gravemente repete a grande história do Verbo de Deus desde a madrugada da Criação, desde a promessa feita a Abraão, e através das palavras dos profetas até aquela outra madrugada do primeiro dia da semana em que Maria Madalena e a outra Maria vieram visitar o sepulcro.
         Maria Madalena e Maria, mãe de Tiago e Salomé, haviam comprado aromas para embalsamá-Lo, e pelo caminho diziam: “Quem nos levantará a pedra do sepulcro?” 
         Chegadas, viram a pedra rolada, e então as duas mulheres voltaram correndo para anunciar aos apóstolos o que viram e ouviram do anjo que estava ao lado do sepulcro: Ele ressuscitou! 
         E daí em diante começaram as páginas mais transluminosas, e mais banhadas de alegria das Sagradas Escrituras. Cada quadro tem uma luz suave e mais penetrante do que todo o alvorecer da Criação. 
         Agora num relâmpago, vemos Maria Madalena voltar-se para o vulto que julgava ser o do jardineiro, e com ela ouvimos: 
         - Maria! E logo a resposta de adoração: - Raboni! 
         Mais adiante é no Cenáculo, onde estavam fechados e tristes os apóstolos, que Jesus ressuscitado aparece e lhes diz: “A paz seja convosco.” E agora é na estrada de Emaús que dois discípulos caminham conversando a respeito de tudo o que havia acontecido, e à certa altura percebem que alguém caminha com eles, e lhes pergunta: “De que falais enquanto caminhais?” Os viandantes ficaram tristes, e o que se chamava Cleofas respondeu ao desconhecido: “Serás tu, forasteiro em Jerusalém, o único a ignorar o que se passou nestes dias?” “O que aconteceu?”, perguntou o desconhecido. E os peregrinos contaram a história de Jesus de Nazaré, profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus, que os príncipes dos sacerdotes e magistrados entregaram para ser condenado à morte, e morte de cruz; e disseram que estavam tristes porque esperavam que ele libertasse Israel, e agora já três dias passaram... É verdade que algumas mulheres, que se achavam conosco, dizem que seu corpo desapareceu do sepulcro e que um anjo anunciou que Ele estava vivo! Mas eles ainda duvidavam... 
         Disse-lhes então o desconhecido: “Ó homens sem inteligência, como tarda vosso coração em crer o que os Profetas anunciaram!” E começando por Moisés, percorrendo todos os Profetas, o desconhecido ia explicando as palavras de Deus à medida que se aproximava de Emaús. O desconhecido deu a entender que tomava outro caminho, mas a pedido dos peregrinos entrou com eles num albergue. “Fica conosco!” pediam os peregrinos, e Jesus, com eles à mesa, tomou o pão, benzeu-o, partiu-o, e deu-lhes, e então seus olhos se abriram, mas Jesus desaparecera. 
         Esta pequena história que resiste a todos os maltratos da humana grosseria, tem inspirado e animado o engenho de todas as artes humanas, e poderá ainda, até o fim do mundo, ser cantada, contada, pintada e lavrada sem que a infinita profundidade de sua beleza venha a se exaurir. Por mim, neste momento, sinto com especial comoção a beleza da ação de graças dos dois peregrinos quando retomam a caminhar: — “Lembras-te como nosso coração se abrasava quando Ele, no caminho, nos explicava as Escrituras?”.
         Peçamos nós a esses santos peregrinos que nos obtenham de Deus a mesma graça de sentir arder o coração quando ouvirmos a voz de Cristo na voz da Igreja a nos explicar os formidáveis mistérios da Pátria. 
         Diz-nos São Paulo na Vigília Pascal: “Se morrermos com Cristo, com Ele ressuscitaremos e viveremos". Mas nosso tardo coração sente-se amedrontado diante de tão excessiva promessa de Deus. 
         Na verdade, na verdade, todos os dons de Deus e todas as suas promessas são excessivas, e tamanho clarão de mistério às vezes mais nos ofusca e nos cega do que nos ilumina. “Creio... na ressurreição da carne...” balbucio eu envolvendo este artigo no mesmo global ato de fé que tem sua razão de ser na Palavra de Deus. Balbucio e tremo quando considero esta pobre carne já tão desgastada, “comme um vieux mouton qui a perdu sa laine aux ronces du chemin” – como um velho carneiro que perdeu sua lã nos espinhos do caminho. Como poderá resplender e reflorescer este pobre corpo já tão próximo do desmoronamento total? 
         Afina teu ouvido, ó tardo coração, e pondera que nesta Vigília Pascal, por sua Igreja, Cristo nos rememora todas as grandezas de Deus desde a criação até esse momento único em que a chama do Círio representa a grande transição, a maravilhosa travessia, a Páscoa que nos transporta de um desastrado mundo para o mundo dos ressuscitados. E pondera bem, alma de minh’alma, que um só ato vivificado pela graça de Cristo é maior do que todas as galáxias; e que as vezes que do pecado saíste por um ato de contrição e pelo perdão sacramental somam maior total de maravilhas do que todo o Universo criado. Na verdade, na verdade tu te deténs demais na excessiva promessa anunciada pelo Exultet porque ainda te agarras demais à idéia de que teu corpo com sua variedade de órgãos e funções, é a maior maravilha de teu ser. No que te enganas demais, alma de minha alma, porque a maior maravilha de meu ser é a graça da adoção, é o favor sobrenatural que Deus nos concede: o de podermos chamá-lo de Pai Nosso... 
             E nessa ordem de coisas, que importa infinitamente mais do que todas as estrelas do céu, todas as flores da terra e todos os peixes do mar, nessa ordem nova ou nessa nova criação – tudo é graça.  
(O GLOBO 29/3/75)

Hebdomada Sancta VI

 


Feria Sexta in Passione 
et Morte Domini
Crucifixion
Vecellio Tiziano (1555)

Vexilla Regis Prodeunt
Do Rei avança o estandarte,
fulge o mistério da Cruz,
onde por nós foi suspenso
o autor da vida, Jesus.
Do lado morto de Cristo,
ao golpe que lhe vibraram,
para lavar meu pecado
o sangue e água jorraram.
Árvore esplêndida e bela,
de rubra púrpura ornada,
de os santos membros tocar
digna só tu foste achada.
Ó Cruz feliz, dos teus braços
do mundo o preço pendeu;
balança foste do corpo
que ao duro inferno venceu.
Salve, ó altar, salve vítima,
eis que a vitória reluz:
a  vida em ti fere a morte,
morte que à vida conduz.
Salve, ó cruz, doce esperança,
concede aos réus remissão;
dá-nos o fruto da graça,
que floresceu na Paixão.
Louvor a vós, ó Trindade,
fonte de todo perdão,
aos que na Cruz foram salvos,
dai a celeste mansão.
Amém.
Vexilla Regis prodeunt;
fulget Crucis mysterium,
quo carne carnis conditor
suspensus est patibulo.
Quo vulneratus insuper
mucrone diro lanceae,
ut nos lavaret crimine,
manavit unda et sanguine.
Impleta sunt quae concinit
David fideli carmine,
dicendo nationibus:
regnavit a ligno Deus.
Arbor decora et fulgida,
ornata Regis purpura,
electa digno stipite
tam sancta membra tangere.
Beata, cuius brachiis
pretium pependit saeculi:
statera facta corporis,
praedam tulitque tartari.
O Crux ave, spes unica,
hoc Passionis tempore!
piis adauge gratiam,
reisque dele crimina.
Te, fons salutis Trinitas,
collaudet omnis spiritus:
quos per Crucis mysterium
salvas, fove per saecula. 
Amen.


Hebdomada Sancta V

 

Feria Quinta 
Hebdomadae Sanctae

In Cena Domini 
A Última Ceia
Giotto di Bondone, Cappella Scrovegni, Padua (c. 1304-06)
Pange Lingua
Canta, ó língua, o mistério
deste Corpo glorioso,
e do Sangue precioso 
derramado sobre o mundo,
Fruto de ventre fecundo,

Rei de todas as nações.
Foi-nos dado e nasceu
para nós da Virgem pura. 
Nesta terra, Ele desceu,

semeou sua Palavra.
Cumprindo aqui o seu tempo,
grande sinal nos deixou. 
Na noite santa da Ceia,
Com os irmãos, reunido,
observando todo o rito,
daquilo que é prescrito,
Por suas mãos, em alimento,

aos doze, se entregou.
O Verbo encarnado torna,
pelo seu Verbo, pão e vinho,
No seu Corpo e no seu Sangue.
para além do entendimento,

do sincero coração,
a fé é o suficiente.
Este grande sacramento,
inclinados, adoremos;
os antigos manuscritos
dão lugar a novo rito.
Sirva a fé de complemento
na fraqueza dos sentidos.
Seja dado ao Pai e ao Filho,
o louvor, o júbilo,
saudação, honra, virtude
assim como a bênção.
Ao que de ambos procede
demos o mesmo louvor.
Amém.
Pange lingua gloriósi
Córporis Mystérium,
Sanguinisque pretiósi,
Quem in mundi prétium,
Fructus ventris generósi
Rex effúdit géndium.
Nobis datus, nobis natus,
Ex intácta Virgine
Et in mundo conversátus,
Sparso verbi sémine,
Sui moras incolátus,
Miro clausit órdine.
In suprémae nocte coenae,
Recúmbens cum frátribus,
Observáta lege plene,
Cibis in legálibus,
Cibum turbae duodénae,
Se dat suis ménibus.
Verbum caro panem verum
Verbo carnem éfficit:
Fitque Sanguis Christi merum,
Et si sensus déficit,
Ad firmándum cor cinsérum
Sola fides súfficit.
Tantum ergo Sacramentum 
Veneremur, cernui: 
Et antíquum documentum 
Novo cedat ritui; 
Praestet fides supplementum 
Sensuum defectui.
Genitori, Genitoque 
Laus et iubilatio,
Salus, honor, virtus quoque 
Sit et benedictio:
Procedenti ab utroque
Compar sit laudatio.

Amen.

Hebdomada Sancta IV

 

Feria Quarta 
Hebdomadae Sanctae
Crucificação
Giotto di Bondone, Cappella Scrovegni, Padua (c. 1304-06)
Via Crucis
Santo Afonso Ligório (1787)

Undécima estação:
Jesus pregado na Cruz
V. Te adoramos, Cristo, e te bendizemos. 
R. Porque com vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.
Considera como Jesus, estendido sobre a Cruz, abre seus pés e mãos e oferece ao Eterno Pai o sacrifício de sua vida por nossa salvação; lhe cravam aqueles bárbaros soldados e depois levantam a Cruz ao alto, deixando-lhe morrer de dor, sobre aquele patíbulo infame.
Oh! desprezado Jesus meu: Cravai meu coração a vossos pés para que permaneça sempre ali vos amando e não vos deixe mais. 
Amo-vos, Oh! Jesus meu mais que a mim mesmo, e me arrependo de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez; 
Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.
Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai.
Amado Jesus meu,
Que por mim ides à morte, 
Deixai-me seguir vossos passos, 
E convosco poder morrer.

Statio XI
Iesus clavis affigitur cruci
V. Adoramus te, Christe, et benedicimus tibi.
R. Quia per sanctam crucem tuam redemisti mundum.
Considera quomodo Iesus in crucem coniciatur, et extensis brachiis, vitam suam in sacrificium pro nostra salute aeterno Patri offerat. Carnifices clavis eum affigunt, dein erigunt crucem, et infami patibulo suffixum saevae morti permittunt.
O contemptissime Iesu, affige pedibus tuis cor meum, ut amoris vinculo ligatum semper tecum remaneat, necque amplius a te avellatur. Amo te magis quam meipsum; paenitet me quod tibi displicui: ne permittas me iterum tibi displicere. Da mihi perpetuum amorem tui, et dein fac de me quidquid tibi placuerit.
Pater, Ave, Gloria.
Tu, caritatis victima,
Petis, Redemptor, Golgotham;
Tuis inhaerens gressibus,
Tecum peropto commori.

Duodécima estação:
Jesus morre na Cruz
V. Te adoramos, Cristo, e te bendizemos. 
R. Porque com vossa Santa Cruz redimistes ao mundo. 
Considera como Jesus, depois de três horas de agonia, consumido de dores e exausto de forças seu corpo, inclina a cabeça e expia na Cruz. 
Oh! morto Jesus meu: Beijo enternecido essa Cruz em que por mim haveis morrido. Eu, por meus pecados, teria merecido um má morte, mas a vossa é minha esperança.  Eis, pois Senhor, pelos méritos de vossa Santíssima morte, concedei-me a graça de morrer abraçado a vossos pés e consumido por vosso amor.  Em vossas mãos encomendo minha alma. Amo-vos, Oh! Jesus meu mais que a mim mesmo, e me arrependo de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez; Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.  
Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai.
Amado Jesus meu,
Que por mim ides à morte, 
Deixai-me seguir vossos passos, 
E convosco poder morrer.

Statio XII
Iesus moritur in cruce
Cristo na Cruz com monge cartuxo orando
Jean De Beaumetz, (1390-95)
V. Adoramus te, Christe, et benedicimus tibi.
R. Quia per sanctam crucem tuam redemisti mundum.
Considera tuum cruci suffixum Iesum, qui post trium horarum cum morte luctam, doloribus tandem consumptus addicit corpus morti, et inclinato capite emittit spiritum.
O mortue Iesu, exosculor, pietatis sensu intime commotus, hanc crucem in qua tu, mei causa, vitae tuae finem implevisti. Ob commissa peccata infelicem mihi mortem promerui; sed mors tua est spes mea. Per mortis tuae merita, concede mihi precor, ut in amplexu pedum tuorum extremum spiritum, tui amore flagrans, aliquando reddam. In manus tuas commendo spiritum meum. Amo te ex toto corde meo; paenitet me quod tibi displicui: ne sinas me iterum tibi displicere. Da mihi perpetuum amorem tui, et dein fac de me quidquid tibi placuerit.
Pater, Ave, Gloria.
Tu, caritatis victima,
Petis, Redemptor, Golgotham;
Tuis inhaerens gressibus,

Tecum peropto commori.
Décima terceira estação:
Jesus é descido da Cruz
V. Te adoramos, Cristo, e te bendizemos. 
R. Porque com vossa Santa Cruz redimistes ao mundo. 
Considera como, havendo expirado o Senhor, lhe baixaram da Cruz dois de seus discípulos. José e Nicodemo, e lhe depositaram nos braços de sua dolorosíssima Mãe, Maria, que lhe recebeu com ternura e lhe apertou contra seu peito traspassado de dor.
Oh! Mãe dolorosíssima: Pelo amor deste Filho, admiti-me por vosso servo e rogai-lhe por mim. E Vós, Redentor meu, já que haveis querido morrer por mim, recebei-me no número dos que vos amam mais, pois eu não quero amar nada fora de Vós.  Amo-vos, Oh! Jesus meu mais que a mim mesmo, e me arrependo de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez; 
Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.
Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai.
Amado Jesus meu,
Que por mim ides à morte, 
Deixai-me seguir vossos passos, 
E convosco poder morrer.

Deposição da Cruz , Rogier van der Weyden (c. 1435)
Statio XIII
Iesus deponitur de cruce
V. Adoramus te, Christe, et benedicimus tibi.
R. Quia per sanctam crucem tuam redemisti mundum.
Considera quomodo duo ex Iesu discipulis, Iosephus nempe et Nicodemus, eum exanimatum de cruce tollant et inter brachia perdolentis Matris reponant, quae mortuum Filium peramanter recipit et arcte complectitur.
O moerens Mater, per amorem quo Filium tuum amas, accipe me in servum tuum et precare eum pro me. Tu vero, o mi Redemptor, quoniam pro me mortuus es, fac benigne ut amem te; te enim solum volo, nec extra te aliud quidpiam mihi opto. Amo te, o mi Iesu, paenitet me quod tibi displicui: ne sinas me iterum tibi displicere. Da mihi perpetuum amorem tui, et dein fac de me quidquid tibi placuerit.
Pater, Ave, Gloria.
Tu, caritatis victima,
Petis, Redemptor, Golgotham;
Tuis inhaerens gressibus,
Tecum peropto commori.
Décima quarta estação:
Jesus é colocado no sepulcro
V. Te adoramos, Cristo, e te bendizemos. 
R. Porque com vossa Santa Cruz redimistes ao mundo. 
Considera como os discípulos levaram a enterrar Jesus, acompanhando-lhe também sua Santíssima Mãe, que lhe depositou no sepulcro com suas próprias mãos.  Depois cerraram a porta do sepulcro e se retiraram. 
Oh! Jesus meu sepultado: Beijo essa pedra que vos encerra.  Vos ressuscitastes depois de três dias; por vossa ressurreição vos peço e vos suplico me façais ressuscitar glorioso no dia do juízo final para estar eternamente convosco na glória, amando-vos e bendizendo-vos.  Amo-vos, Oh! Jesus meu mais que a mim mesmo, e me arrependo de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez;  Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém. 
Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai.
Amado Jesus meu,
Que por mim ides à morte, 
Deixai-me seguir vossos passos, 
E convosco poder morrer.
Statio XIV
Iesus sepulcro conditur
V. Adoramus te, Christe, et benedicimus tibi.
R. Quia per sanctam crucem tuam redemisti mundum.
Considera quomodo discipuli exanimem Redemptorem ad locum sepulturae deferant. Moerens Mater eos comitatur, et propriis manibus corpus Filii sepulturae accommodat. Sepulchrum dein occluditur, et omnes a loco recedunt.
O sepulte Iesu, exosculor hunc, qui te recondit, lapidem; sed post triduum ex sepulcro resurges. Per tuam resurrectionem fac me, precor, extremo die gloriosum tecum resurgere, et venire in caelum, ubi tecum semper coniunctus, te laudabo et in aeternum amabo. Amo te, et doleo quod tibi displicui: ne sinas me iterum tibi displicere. Da mihi perpetuum amorem tui, et dein fac de me quidquid tibi placuerit.
Pater, Ave, Gloria.
Tu, caritatis victima,
Petis, Redemptor, Golgotham;
Tuis inhaerens gressibus,
Tecum peropto commori.



Sepultamento de Nosso Senhor, Fra Angelico (1438-40)

Dominica Ressurrectionis

Ressuscitou! Gustavo Corção Ressurreição de Cristo , Paolo Veronese,  1 570           N ão há em todo o ano litúrgico, que é o vôo circular ...

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